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  • Olá amigos. Eu resolvi finalmente postar algo que já devia ter feito há muito tempo.

    Vim falar sobre a invalidação de cálculos na ficção, mais especificamente aqueles pertinentes a fragmentação e afins, e porque mesmo aqueles aceitos deveriam ser tidos com uma certa dose de dúvida.

    O maior problema de tais cálculos é que eles se baseiam em ciência falsa. Qualquer estudante de engenharia ou física olharia para cálculos de fragmentação e simplesmente balançaria a cabeça em negação. Eles não são supersimplificados, não são aproximações bem gerais, nem nada do tipo: Eles são falsos. O método utilizado para calcular o valor energético, de acordo a Narutoforums que desenvolveu isso, é transformando os valores de força de compressão em N/m³ em J/cm³ de energia através de uns processos.

    Agora, porque isso é errado? As seguintes razões:

    • Força de compressão e shear (Infelizmente não sei o nome em portguês; O primeiro é usado pra calcular Pulverização e o segundo Fragmentação) são grandezas diferentes. Não superiores, inferiores ou comparáveis: Diferentes e não são (diretamente) relacionados a resistência material. Prova disso? A compressão de materiais como pano é altíssima. É estupidamente difícil de se esmagar pano, mas é bem mais fácil de destrui-lo do que um pedaço de pedra.
      • Prosseguindo sobre essa de grandezas diferentes, cada material é diferente. É fácil rachar diamante, mas é estupidamente difícil de cortá-lo. O inverso é verdadeiro para tecidos. O sistema usado para cálculos desconsidera isso completamente e simplesmente considera tudo em termos que não consideram as propriedades materiais.
    • Os critérios usados são idiotas. Quer ver?
      • Fragmentação é definido como a capacidade de quebrar algo em vários pedaços. Beleza, mas consideram que quanto mais poderosa a explosão, menores os fragmentos? De acordo o nosso sistema, quebrar uma montanha em quatro partes iguais requer a mesma energia de quebrar uma montanha em vários fragmentos grandes como uma casa, que embora imensos em relação a nós, são patéticos em comparação aos outros.
      • Fragmentação violenta é definido como a capacidade de quebrar algo em vários pedaços minúsculos. Não só isso é ainda mais ambíguo e tem os mesmos problemas do anterior, como o método usado pra definir isso é o ponto médio entre fragmentação e pulverização porque... Sim. Não só é retardado, arbitrário e anticientífico ao extremo, como viola o ponto anterior das capacidades materiais.
      • Pulverização já falei sobre antes.
      • Atomização e Subatomização são patéticos. De verdade, se vocês seguirem os links, eles sequer colocam os valores energéticos de uma fissão nuclear ou algo do tipo, eles trocam completamente as coisas. Até Aniquilação eles colocam o resultado de um processo de Subatomização na vida real.

    Com isso, podemos concluir o quanto essa "ciência" é falha. Dizer que o valor para quebrar algo é 8 j/cm³ pela nossa tabela é tão válido quanto dizer que você precisa de uma bomba atômica por centímetro cúbico. Agora, considerações com outros tipos de cálculos:

    • Energia cinética é válida, mas vocês tem que ter consciência de que geralmente energia cinética é uma estimativa muito por alto. Existem incontáveis variáveis na vida real, como fricção do ar, que reduzem a energia real, mas acima de tudo, o momento do ataque, velocidade de transferência de energia, área de contato e eficácia da transferência reduzem drasticamente a força de energia cinética. Humanos tranquilamente geram mais de 1500 joules de energia só de correr e atropelar algo, mas mesmo isso sendo incontáveis vezes mais forte do que um soco, um soco transfere energia de maneira muito mais eficaz, rápida e útil. Outro exemplo excelente são investidas de homens de armadura V.S. tiros de armas de fogo. Uma investida de um homem num cavalo de guerra, usando uma lança de torneio e armadura completa, incluindo no cavalo, ultrapassa em centenas de vezes a energia cinética de uma bala, mesmo a de um rifle anti-material. Porém, o momento do ataque, a eficiência e velocidade da transferência de energia são bem maiores, sem contar com a área de contato levemente menor, o que resulta num aproveitamento total da energia muito maior e que permite que balas soquem muito mais do que lanças de torneio.

    Porém, também tenho notícias boas. Embora valores relativos a temperatura (Incineração, congelamento, vaporização e derretimento) dependam de fatores como temperatura do ambiente e tempo decorrido, cálculos em geral levam isso ou os feitos são vagos o suficiente para podermos considerar temperatura ambiente e 1 segundo, e geralmente os cálculos são corretos. E eu também quero tornar cálculos possíveis, mas em base de ciência real.

    Postem aqui todas as sugestões e links interessantes, e eu o farei também. Coisas como folhetos e pesquisas científicas sobre valores de vaporização, sugestões sobre valores de fragmentação, e afins.

    Esta postagem é necessária para a revisão do sistema energético que pretendo fazer. Irei atualizar o post conforme eu lembrar de mais argumentos (Tem outros que justificam minha desaprovação com cálculos) e possíveis sugestões.

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