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Boitatá


Lembrem que o Boitatá; Pode ter seus dois formatos; Com sua chama ele queima; Quem põe fogo lá nos matos; Protegendo as florestas; Desses homens insensatos; Pare já os seus sapatos; Se algum dia o encontrar; Não respire, fique imóvel; Feche os olhos sem pensar; Se você tentar fugir; Boitatá vai te pegar.
Lenda do Boitatá

Sobre

O Boitatá é uma das mais famosas figuras folcóricas brasileiras, sendo representado por uma gigante serpente de fogo que protege as matas dos incautos que tentam incendiá-la. É dito que, caso alguém encontrasse o Boitatá, deve ficar completamente parado, sem respirar e com os olhos firmemente fechados, até ele ir embora.

O Boitatá foi uma antiga serpente da época do dilúvio, quando as nuvens tamparam o sol e chuva caía dia e noite. Na catástrofe que foi o dilúvio, inúmeros animais morreram, e seus cadáveres boiaram nas águas. A cobra que seria o Boitatá viu os olhos dos animais mortos e fascinou-se com eles, pois seu brilho a fazia se lembrar do sol, que há muito desaparecera. Ela passou a comer somente os olhos dos animais mortos, e ela comeu tantos olhos, que eles marcaram seu corpo, e mesmo através de sua carne era possível ver o brilho dos olhos. Porém, aquela era uma fonte muito pobre de nutrientes, e a cobra acabou morrendo. Porém, o sol já havia re-aparecido por entre as nuvens, e ele esquentou o corpo da cobra. Por todo o dia, ele esquentou o corpo da cobra, tanto que o seu sangue voltou a correr. A cobra acordou, e viu que estava viva novamente, mas notou algo estranho. O sol já se punha, mas ao seu redor, tudo ainda brilhava. Foi aí que percebeu que estava tomada por chamas, o calor do sol combinado com as almas dos donos dos olhos que combinara. Durante toda a noite, ela foi consumida por dores atrozes, e novamente ela quase morreu, mas ela resistiu, e ao raiar do dia, havia estabelecido controle sobre as almas em seu interior e balanceado seu espírito, e passou a dedicar a sua vida para proteger a balança do mundo, entre o homem e a natureza, punindo qualquer um que tentasse violar essa balança.

Características Pessoais

Nome: Boitatá

Idade: Existe desde o dilúvio

Sexo: Desconhecido

Classificações: Serpente; Espírito/Morto-Vivo

Obra: Folclore Brasileiro

Ficha de Combate

Classe: Alta 3-D/3

Talentos: Características Físicas Sobre-Humanas, Imortalidade (Tipo 2, possivelmente 3 também), Manipulação do Fogo, Manipulação Mental e Manipulação da Morte, Indução ao Medo, Resistência a Água e a Manipulação da Alma (Devido ás várias almas em seu interior)

Dimensionalidade: 3D

Ataque: Construção pequena, ignora durabilidade convencional através de seus poderes (Seu tamanho, por vezes, excede o de árvores muito grandes; Facilmente incinera pessoas com um mero toque; Seus poderes permitem que ela mate qualquer ser instantaneamente)

Velocidade: Sobre-Humana (Através de puro tamanho; É dito que é impossível de um ser humano fugir do Boitatá)

Força: Sobre-Humana

Defesa: Construção pequena (Através de puro tamanho; Completamente imune ás armas convencionais da época do Brasil colonial, recebendo inúmeros tiros e golpes de uma multidão de pessoas sem sentir nada)

Vigor: Ilimitado (Espíritos não se cansam)

Alcance: Alguns metros

Inteligência: Normal. Intuitivo, o Boitatá é excelente em se esgueirar e se esconder, além de ter sentidos empáticos altamente desenvolvidos quando o assunto é proteger a natureza e detectar seus atacantes.

Fraqueza(s): Nenhuma.

Técnicas Especiais

Indução a Loucura: Aqueles que encararem o Boitatá nos olhos instantaneamente ficarão loucos, perdendo totalmente sua personalidade e sanidade.

Indução ao Medo: Alternativamente, o Boitatá pode optar em meramente infligir um profundo e sobrenatural medo naqueles que olharem-no, os obrigando a fugir.

Olhar Mortal: O Boitatá ainda tem uma terceira opção caso alguém o encare nos olhos, podendo infligir morte instantânea nos coitados que a encararam.

Chamas Mágicas: As chamas emitidas pelo Boitatá são mágicas, e elas não causam dano ao ambiente, natureza e aos inocentes, afetando somente seus adversários.

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